filosofia agridoce, mas quente

eu ouço sua voz na calada da noite

na madrugada

no café-da-manhã – o café que você não curte; o café feito da máquina elétrica.

mesmo surda, muda, anuca,

você está presente nos meus capilares, nos meus fios crespos, entre os dedos da minha mão.

não se importa com a textura da minha boca

rachada

cheia de cicatrizes

“você é linda” – seus olhos escuros me dizem, eu rio, desfaço.

Mas eu quero que você continue acreditando nessa mentira.

sentimento cruel esse que você me deu,

dói na minha dor, dói na minha alma

– te anseio –

Sua língua arranha minha pele

abre feridas.

E eu aceito.

Defendo-me como posso, tento ser reclusa,

Estúpida, grossa, qualquer forma de esconderijo nessa floresta densa que nos encontramos.

mas, ali está você,

sequestrando minha consciência – minhas lembranças.

Eu queria (só) te ter,

mas no final,

me condensei no frenesi – como estivesse nascendo todas as vezes que olho o relógio.

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