Conto dos que moram acima dos céus,

 

A Coragem nasceu quando o Destino resolveu apresentar dois espíritos muito diferentes – Lynx Gatit e Slavik ALinari, respectivamente o Espírito Felino e Espírito da Noite. Eles nunca se conheceram por razões que nem sequer o Destino sabia – mas estava tudo bem, este sempre fora desleixado e se encantavo com os humanos de maneira singular.

Gatit era um ser muito encantado (mais do que o comum para os encantados): tinha a pele e os cabelos acinzentados e os olhos muito pretos, e (Aurora) Boreal dizia que ela era quase de uma cor só. Quando precisou aprender as suas artimanhas os seus mestres, Os Felinos, passou a ser amada e agraciadas pelo mesmo. Era um bom ser, afinal, gostava de dormir e comer, e tão meiga que era difícil dizer que seus dentes caninos eram anormalmente grandes – entenderam o motivo d’ela nunca sorir, rir  e principalmente deleitar-se com a comida em público? Era o defeito dos seus dentes que não permitia que ela fosse ela.

Slavik era preto como o céu de madrugada, seus olhos eram castanhos avermelhados e talvez seja a maior coisa (humano, elfo, pesadelos, o que você imaginar) que o leitor poderá ver. É muito alto esse ser – maior que os gigantes! Não gosta dos humanos, apesar d’ele ser muito sensato, e prefere estudar – o tem um coração também, se é que encantados tem um, muito bondoso, no entanto pouca gente percebe-se. Dizem que ele que inventou a luz, muito antes de jesus pisar na terra como dizem os cristãos.

Foi uma festa acima dos céus e das nuvens – a comemoração era que o primeiro homem escreveu algo nas paredes das cavernas. Uma boa comemoração, deve-se dizer; era aí, ou não, o pontapé da humanidade. Tinham muitos convidados, os deuses estavam juntos conversando, e Elohim (o deus cristão que vocês conhecem como Deus) bebia ouvindo as dicas que a Mãe Triplica (as três mulheres) expelia.

E no meio das bebidas instigantes, comidas, no mínimo, delirantes e muito antes, Slavik percebeu que uma figura alongada, não maior que ele, é claro, o fitava esperançosa – tinha o poder de perceber os sentimentos dos outros, também. Realmente, ela é uma febre. Pediu para que o Destino, muito ébrio e querendo ensinar já o que Gutembergue faria para os homens da caverna, apresenta-los. E assim o fez, contou piadas, disse os defeitos de cada um e foi dançar com a Vida naquele ritmo acelerado deles – e muito bonito, ouso dizer.

Então, começou assim um laço, é como dizem par’aqueles lados quando há namoro, eles se gostavam muito: Slavik ensinou Lynx a rapidez, ela por sua vez o colocou na cabeça como morder fortemente. E ele elogiou seus dentes caninos, e foi exatamente com essa congratulação que Lynx conheceu o Amor, e o Ciúmes – o que era ilícito.  Rapidamente se desfez essa sensação com a compreensão. Nada que uma jovem encantada pudesse abarcar.

Alinari estava inspirado: trouxe a melhor noite que poderia compor, as estrelas, a lua, o tempo ameno. E o Prazer os brindou com seus melhores presentes. E a manhã chegou tranquila, sonolenta, sem muitas esperanças – e então, entre os dois corpos mágicos, havia mais um, com o tamanho de seu progenitor e os dentes de sua mãe: não era muito bonito, mas impunha animação. Perguntaram seu nome, e ele balbuciou Coragem.

E foi assim que Coragem resolveu abandonar sua família acima do Sol para viver com esses humanos medíocres, no entanto esse ser grandioso está vivendo com bravura, mesmo agourando algumas comunidades – sombras e pó.

 

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