Amásio.

 

Morfeu estalou o tapa em minha cara

sua mão inexistente marcou minha bochecha esquerda

a marca de quem não dorme há dias

semanas

meses

anos

de quem nunca dormiu

 

O motivo?

O traí com seu filho – Ícelo.

Este aparece todas às vezes – oro para que ele não apareça.

Ele beija minhas pálpebras e bocas com sua língua gelada, ri abafando seus dentes em meu pescoço,

e deita ao meu lado.

 

Meus tremores não o assustam,

vejo

Pennywise me acordando a noite com suas unhas em minhas têmporas

já fui corpo decomposta em um grupo de necrofilia

sou Alex pela quarta vez – sem a fotografia de trás para frente

eu era alguém dos jovens em 120 Dias de Sodomas

 

Minha mãe me diz para parar de vez filmes e livros assim,

“não dá, mamãe, eu vivo em um mundo assim.”

Desde dentes quebrados a uma cicatriz no pé,

desde medo de escuro e timidez,

meu pai sempre me fala que sou passional.

 

Hathor me observa, calada

não gosta dos seus inimigos (os gregos)

e tem medo que a minha serotinina seja extinta.

Ela me quer com ela – mas eu tenho medo,

 

O que tem a noite além dos meus gritos na garganta

e lágrimas incumbida em minhas sinapses?

Por que tanto fascina os amantes se ela traz

meu passado mais doente?

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